domingo, 25 de junho de 2017

81% das ligações para o Disque-Denúncia são trotes, diz Polícia Civil de São João

Falsas comunicações também atrapalham o trabalho da PM e do Samu.
Ao menos 81% das ligações feitas para o Disque-Denúncia da Polícia Civil de São João da Boa Vista (SP) foram consideradas trotes nos primeiros quatro meses do ano. Dos 173 telefonemas para o número 181 entre janeiro e abril, 141 eram falsos.
As ligações com informações fraudulentas também atrapalham o serviço da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no município e provocam o desperdício de recursos.
Dinheiro jogado fora
Como o anonimato é garantido para quem liga e todos os casos têm que ser investigados, os trotes provocam o deslocamento desnecessário das equipes.
“Como também os recursos materiais e humanos, porque são investigadores que vão checar as denúncias elaboradas para comprovar se elas são verídicas ou não”, disse o delegado seccional de São João, Sebastião Mayriques.

PM recebe no 190 uma média de 50 trotes por dia. (Foto: Eder Ribeiro/EPTV)

A PM recebe no 190 uma média de 50 trotes por dia. “Pessoas que ligam e não falam nada, ocupando a linha telefônica, pessoas que passam uma notícia de uma ocorrência que não existe. O policial presume que é verdadeiro, vai até o local. Pessoas que ficam xingando”, afirmou o capitão Adriano Daniel, responsável pela coordenação de operações.
No caso da PM, é possível rastrear a ligação e chegar até o autor do trote, que pode ser penalizado. “Falsa comunicação de um fato que não é verdadeiro é crime, a pena é de 1 a 6 meses de detenção”, afirmou Daniel.

No Samu de São João da Boa Vista, das 25 mil ligações, 3,5 mil são trotes (Foto: Eder Ribeiro/EPTV)

No Samu, das 25 mil chamadas recebidas neste ano na central da cidade, quase 3,5 mil são trotes, o equivalente a 14% das ligações.
Com duas ambulâncias para atender 10 municípios, a falsa comunicação de emergência pode colocar em risco a vida de quem realmente precisa do serviço na região. “Porque nós vamos enviar uma ambulância que era para estar em um atendimento de urgência e emergência para uma situação que não é”, ressaltou a coordenadora do Samu, Gisele Silveira Valentim.
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