quinta-feira, 20 de julho de 2017

Guerreiro, Luiz Miguel deixa hospital e vai para casa em Pinhal pela primeira vez após 3 anos

Chamado de Mig em hospital, ele nasceu prematuro, com apenas um pulmão funcionando e outras complicações; agora, ganhou enfim a 'liberdade' do Hospital Celso Pierro, em Campinas (SP).
Após três anos de lutas diárias pela sobrevivência, o pequeno Luiz Miguel deixou o hospital em Campinas (SP) onde nasceu e vivia desde então para enfim estar sob o mesmo teto dos pais e familiares em Espírito Santo do Pinhal (SP).
Equipe do Hospital Celso Pierro ficou emocionada na despedida de Luiz Miguel (Foto: Reprodução/EPTV)

Luiz Miguel nasceu prematuro, com 28 semanas de gestação, e precisou lutar muito pela vida. Com apenas um pulmão funcionando, hidrocefalia (água no cérebro) e problemas no esôfago, Mig, como é carinhosamente chamado pela equipe do hospital, enfrentou cirurgias e desafiou probabilidades.

"As chances de vida dele eram muito poucas. É um milagre de Deus, dos profissionais. É uma conquista, uma vitória muito grande", enfatizou a mãe, Livia da Silva Monteiro.

Na despedida do Hospital Celso Pierro na quarta-feira (19), as emoções estavam à flor da pele. Médicos, enfermeiros, funcionários e familiares relembraram as etapas vencidas por Mig. Dos primeiros passos aos momentos de brincadeira e descontração, tudo foi motivo para lágrimas de alegria e emoção.

"A gente está feliz por ele, mas é difícil segurar. Mas ele vai ser feliz, isso é o que importa. Vai viver, não vai ficar dentro de um berço", destacou a técnica de enfermagem Kátia Malavassi.

"Ele é um pouco filho de todo mundo. A gente ama ele mesmo como se fosse alguém da família", disse a médica Carolina Campos.

"Ele nasceu e viveu aqui no hospital. Lá em casa ele vai ter outra vida. Vamos ver que ele vai reagir. Cada dia é uma emoção", garantiu o avô, Sizemar Medeiros Monteiro.

Evolução
Mig ganhou um endereço novo, o de sua família, mas os cuidados serão semelhantes aos que tinha no hospital. "Uma equipe multidisciplinar, de cuidados, com médico, fisioterapia, terapia ocupacional, tudo isso ele vai continuar tendo", explicou a pediatra Raquel Vieira da Silva.

A profissional explicou que o respirador, indispensável para o menino atualmente, pode perder espaço no futuro. "Ele está com três anos agora e o pulmão esquerdo está fazendo todas as funções. Pode ser que, com o tempo, o oxigênio, a medida que ele for crescendo, possa ser diminuído."

Companheiro
Durante os três anos de hospital, a recuperação do menino foi acompanhada pelos pais e familiares, que viajavam semanalmente de Espírito Santos do Pinhal para Campinas, cidades separadas por mais de 100 quilômetros


Mas um companheiro especial marcou a luta de Luiz Miguel: o cão Fred, de um projeto Medicão, do próprio hospital. "Cachorro é muito amigo, e criança gosta muito de animal. Isso fez com que ele interagisse, e ele brincava muito com o Fred", contou o pai, Lúcio Filomeno.

Fonte e Fotos: G1
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