domingo, 2 de julho de 2017

Veterinária que se formou em Pinhal faz campanha para ajudar amiga a arrecadar R$ 3 milhões e tratar filho

Thalita Sobral já conseguiu R$ 40 mil com a venda de copos em Itapetininga (SP). Menino de 2 anos tem atrofia muscular espinhal (AME) e precisa de medicamento importado.
Com o objetivo de ajudar a amiga da faculdade a arrecadar R$ 3 milhões para tratar o filho que tem atrofia muscular espinhal (AME), a moradora de Itapetininga (SP) Thalita Sobral começou a vender copos personalizados pela cidade, a fazer rifas e até organizou um bazar solidário. Segundo ela, em três meses 5 mil copos foram vendidos, o que já gerou R$ 40 mil.

Em entrevista ao G1, Thalita contou que conhece a amiga, Tatiane Herreira, há 15 anos. As duas estudaram medicina veterinária em Espírito Santo do Pinhal (SP) e moraram juntas por seis anos. Quando soube que Tatiane estava lutando para que o filho Arthur Marcolino Schiavo, de 2 anos, conseguisse medicamentos importados, a veterinária afirma que não pensou duas vezes e começou a se mobilizar.
Thalita passou a vender copos personalizados para ajudar a amiga que tem filho com doença rara (Foto: Arquivo pessoal/Thalita Sobral)

“Eu me sinto mais aliviada em poder ajudar e contribuir. Eu vejo o sofrimento dela. Apesar de não nos vermos mais com frequência, o meu sentimento é de desespero em poder ajudar o quanto antes. É uma doença degenerativa que vai aumentando do dia para noite. Eu sou mãe de um menino de 7 anos e me coloco no lugar dela. Eu ia mover o mundo se fosse meu filho. E resolvi ajudar por causa disso”, afirma.

Segundo Thalita, os copos personalizados estão sendo vendidos em casas e estabelecimentos comerciais. “Todos os dias levo onde eu vou para conseguir dinheiro. Já vendi em cidades da região também e é muito gratificante ver pessoas comprando e tentando ajudar. O pouco que fazemos já ajuda muito e não ia imaginar que em pouco tempo conseguiria R$ 40 mil. Fiquei muito feliz e espero mesmo que a Tati consiga os R$ 3 milhões. O que eu puder fazer, eu farei”, ressalta Thalita.

Arthur com a mãe Tatiane Herreira (Foto: Arquivo pessoal/Tatiane Herreira)
Ainda de acordo com a moradora, um bazar será realizado no dia 8 de julho na Sede da Associação dos Jipeiros, que fica na rua Pedro Vos, Vila Aparecida. Será a partir das 10h e toda renda será revertida para a família do Arthur. "Estamos com expectativa de que tudo dará certo", diz.

'Ajuda nos conforta'

Para a amiga, que mora em Sertãozinho (SP) e já recebeu o dinheiro arrecadado pela amiga em Itapetininga, a ação é emocionante.
“Descobrimos há dois anos que o Arthur tinha atrofia. Nossa batalha começou porque cada dose do medicamento que ele precisa custa em torno de R$ 500 mil. Quando soube da mobilização da Thalita em Itapetininga fiquei muito agradecida. Ela já conseguiu vender muitos copos e, com isso, já integrou no nosso dinheiro. É muito confortante saber que têm pessoas nos ajudando em outras cidades”, contou Tatiane.
Ainda de acordo com Tatiane, já foram arrecadados R$ 850 mil no total. Ela espera que o bazar que será feito em Itapetininga ajuda a arrecar mais verba.

“A nossa luta é que ele consiga o quanto antes os medicamentos. Não é nada fácil. O que nos conforta é saber que tenho amigos, assim como a Thalita, que nos ajudam”, ressalta.

Doença degenerativa
Arthur tem dois anos e a família soube do diagnóstico quando ele tinha 9 meses. Segundo a mãe, a doença é rara, genética e aos poucos fez com que a criança perdesse os movimentos das pernas e braços.

“Ele perdeu primeiro o movimento das pernas, agora já perdeu o dos braços também. O que nos preocupa é que essa doença leva a perda da capacidade de respirar e falar”, conta Tatiane.
Família do Arthur descobriu que ele tinha atrofia aos 9 meses de idade (Foto: Arquivo pessoal/Tatiane Herreira)
A Food and Drug Administration (FDA), agência que regula alimentos e drogas nos Estados Unidos, liberou em dezembro de 2016 o uso de uma medicação, que é uma terapia gênica capaz de estabilizar a morte celular nos neurônios do cone anterior da medula, impedindo a evolução da doença. Porém, o preço estimado do medicamento é de R$ 3 milhões.
“Cada dose é cerca de 150 mil dólares. Como ele precisa tomar em torno de seis doses, precisaremos de R$ 3 milhões. Temos fé que iremos conseguir. Não vamos desistir. Tem muita gente nos ajudando através da página no Facebook e as campanhas. Vamos continuar lutando”, afirma.
Proxima Noticia Proxima Noticia
Noticias anteriores Noticia Anterior
Proxima Noticia Proxima Noticia
Noticias anteriores Noticia Anterior
 

Enviado by FeedBurner