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A Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Pinhal (Coopinhal), em Espírito Santo do Pinhal, terá mais condições de comercializar seus grãos com o investimento que recebeu do Governo do Estado de São Paulo. Os 74 cooperados receberam em fevereiro, do secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, um torrador de café com capacidade de 15 quilos.

Com temperatura que chega a 200 graus Celsius entre 12 e 15 minutos, o torrador permite que a Cooperativa realize várias fases diferentes de torrefação – mais ou menos torrado, dependendo do destino do produto. O investimento foi feito via Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável Microbacias II – Acesso ao Mercado, executado pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati).

A entidade foi beneficiada na quarta Chamada Pública do Microbacias II com um projeto completo de agregação de valor à produção e acesso a novos mercados. Com valor total de R$ 2.085.556,58, a iniciativa também permitirá a expansão da capacidade de armazenamento e de rebenefício do café dos cooperados.

O projeto está dividido em três fases: torrefação, expansão e organização do maquinário, a cargo da empresa vencedora da licitação, a Pinhalense. “Ficamos impedidos de começar a fundação para colocar os equipamentos devido ao mês chuvoso que tivemos, o que para nós cafeicultores também foi muito bom, não estamos reclamando”, descontrai Daniel Bertelli, gerente-geral da Coopinhal.

A previsão de início das obras da fundação é para logo após o Carnaval, trabalho que deve ser executado em 45 dias. A próxima fase é a instalação das máquinas, feita em até 90 dias, para separação e preparo de café. Além da torrefação de cinco mil quilos mensais com as melhorias, o principal objetivo da entidade é a exportação direta do café de seus integrantes por meio do sistema cooperativo, e não via exportadora.

“Esse preparo com cuidado, apresentação esmerada exportação feita desta maneira dão um bônus adicional por saca ao nosso cafeicultor. Apoiar a geração de renda e agregação de valor do pequeno produtor e agricultor familiar é uma das principais recomendações do governador Geraldo Alckmin para a Secretaria de Agricultura”, lembrou Arnaldo Jardim.

Na próxima segunda-feira, 5 de fevereiro, a Coopinhal será auditada para receber também os grãos produzidos por outras entidades no sistema fair trade, que considera sustentabilidade social, econômica e ambiental – garantindo relações justas de trabalho em todos os elos da cadeia produtiva.

“A Coopinhal não quer ser uma mega cooperativa, mas sim atender os pequenos agricultores”, finaliza Bertelli.

Por Hélio Filho, Assessoria de Comunicação Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo