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Corretor aplica golpe em imobiliárias de São João da Boa Vista(SP) e desaparece
Fonte e foto jornal O Município
A Polícia Civil de São João da Boa Vista está com seis inquéritos abertos para investigar o golpe do seguro caução, praticado pelo dono da A & MM Corretora de Seguros Ltda., Airton Fuentes Molina, contra ao menos cinco das 26 imobiliárias da cidade. Além dos donos das imobiliárias, também foram vítimas locatários de imóveis. Estima-se que o prejuízo às imobiliárias se aproxime de R$ 1 milhão ou mais.

O suspeito fechou o escritório que mantinha à rua Benedito Araújo, 597, no Centro, que estaria em nome de uma irmã dele. A reportagem tentou entrar em contato com Molina por celular, mas ele não atendeu.

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Segundo a polícia, o golpe já era aplicado há cerca de dois anos em São João e, por enquanto, o suspeito é investigado pelo crime de estelionato e por induzir as vítimas – imobiliárias e inquilinos – ao erro.

Há informações de que pelo menos uma imóbiliária em Poços de Caldas (MG) também tenha caído no golpe, com prejuízo em cerca de R$ 300 mil.

O jornal O MUNICIPIO apurou, ainda, que Molina já é réu em ao menos 46 processos na Justiça, que vão deste estelionato – em sua maioria – e outras fraudes à receptação.

Os processos, referentes a anos diversos, estão em andamento no Foro Central Criminal da Barra Funda, na Capital, em Avaré, Barueri, Bauru, Campinas, Jundiaí, Embu das Artes, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, Sorocaba, Taboão da Serra, Valinhos, Vinhedo e Foro Regional de Vila Mimosa.

O GOLPE
O delegado Marcos Aparecido Ferreira do Carmo explicou que, quando as pessoas faziam o contrato de aluguel de imóvel nas imobiliárias e optavam pelo seguro caução – um dos métodos utilizados por quem não tem fiador -, adquiriam um título de capitalização que lhes dava o direito à locação do imóvel e ao resgate do valor aplicado – corrigido – ao final do contrato.

Todavia, segundo o delegado, desconhecendo a prática criminosa, as imobiliárias, intermediárias entre inquilinos e seguradoras, ofereciam os serviços da A & MM, sem saber que o valor de cada contrato era depositado por Molina em uma conta beneficiária em nome dele e não nas contas de seguradoras comumente utilizadas no mercado nacional, com quem o suspeito teria contrato de representação.

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“Às vezes, o contrato se encerrava e ele (locatário) resgatava o título, e o estelionatário bancava a pessoa; não era a seguradora que fazia o procedimento. E tem imobiliária com prejuízo estimado em R$ 170, outra R$ 256 mil, e até em R$ 500 mil. Mas como muitos contratos ainda não se encerraram, o prejuízo com o crime pode ser ainda maior”.

O delegado informou ainda que, caso o suspeito não arque com os prejuízos, se condenado, pode pegar pena de um a cinco anos de prisão por estelionato. “É um crime que não tem grande ameaça. No entanto, por ser um crime continuado, com vários casos, pode haver aumento na pena, inclusive, dependendo do prejuízo”.

VÍTIMAS
Os donos das imobiliárias vítimas do golpista já registraram boletins de ocorrência que motivaram a abertura dos inquéritos. Por sigilo e para tentar reaver valores, muitas preferiram não ter o nome divulgado, inclusive os dos proprietários.

O dono de uma delas conversou com a reportagem e estima que o prejuízo seja na ordem de R$ 256 mil. “Os valores serão ressarcidos a cada inquilino. Assim que vencer os contratos, vou arcar com esse prejuízo”, garantiu.

Outro proprietário de imobiliária conhecida na cidade soube do golpe e registrou BO na polícia. Entretanto, ele ainda tenta recuperar cerca de R$ 170 mil. “Falei com ele – por telefone – e ele havia me garantido que iria me ressarcir na segunda. Mas até agora nada. Não faço ideia onde ele esteja, se está aqui em São João ou não. Mas não posso entrar na Justiça contra ele porque sou intermediário”, apontou. Somente esta imobiliária foi intermediária em 25 contratos, que somam R$ 167.977,83.

De acordo com o proprietário lesado, no caso dele, os contratos de capitalização foram feitos com uma seguradora de renome nacional, sendo os documentos povidenciados por Molina, apontado como representante desta seguradora.

O jornal O MUNICIPIO apurou com uma das vítimas que a suspeita é de que funcionários das seguradoras possam estar envolvidos.

Outros donos de imobiliárias foram procurados, mas alguns não foram localizados e outros preferiram não comentar os fatos. No entanto, aguardam o desfecho e o ressarcimento dos prejuízos no decorrer das investigações.

Fonte: O Município

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