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Francisco Reynés
Francisco Reynés, presidente executivo da Naturgy, valorizou o papel desta empresa energética no reordenamento do sector na Europa e afirmou que não descarta analisar opções de fusão ou compra.

Francisco Reynés fez estas declarações ao jornal EXPANSIÓN, na sua primeira entrevista após assumir a presidência da Naturgy em fevereiro passado.

Francisco Reynés aludiu sempre ao Plano Estratégico 2018-2022 da Naturgy, que foi apresentado há algumas semanas em Londres; um plano que reforça a retribuição ao investidor mediante a entrega de, pelo menos, 6.900 milhões de euros em dividendos até 2022. Somam-se a essa quantidade mais 2.000 milhões em recompra e amortização de acções, se a empresa não conseguir una compra ou operação corporativa.

Em relação a esta possibilidade, Francisco Reynés declarou que “quando começámos a elaborar o plano estratégico em março, tomámos a decisão de não fazer nada que pudesse restringir as nossas próprias decisões estratégicas”. “Queríamos elaborar um plano para definirmos o nosso futuro por nós mesmos, para demostrarmos que, sem necessidade de fazer qualquer operação corporativa, a empresa tem capacidade de se desenvolver por si mesma”, acrescentou.

Após a elaboração e a apresentação do Plano Estratégico, Francisco Reynés reconhece que “temos de considerar tudo antes de dizer sim ou não a algo”, e acrescenta que “isto não é uma corrida que se faça sozinho, temos de manter um olhar atento ao que os outros fazem. Não estamos dispostos a fazer qualquer coisa ou a crescer por crescer só. Crescer não deve ser uma obsessão, mas sim uma opção”.

Francisco Reynés insiste assim na intenção da Naturgy de “desempenhar um papel no reordenamento do sector na Europa [...] Queremos ser um agente energético relevante; podemos ser um grande agente na Europa”.

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