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Antonio Lacerda/EPA / Observatorio.pt
[Notícia] O Exército Brasileiro informou na manhã deste domingo(19), que 1.200 imigrantes venezuelanos foram obrigados a se retirar do município de Pacaraima, localizada na região Norte de Roraima, na fronteira com a Venezuela.

Apesar da violência, confusão e tumulto causado neste sábado(18), as autoridades locais informaram que não há registro de feridos entre os imigrantes venezuelanos.

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Durante os protestos, moradores que ficaram revoltados com a tentativa de assalto sofrida por um comerciante brasileiro, supostamente por um grupo de venezuelanos, bloquearam a rodovia BR-174 por algumas horas.

Os imigrantes venezuelanos que decidiram retornar para o país de origem, conseguiram atravessar a fronteira com segurança e a integridade física garantida pelo Exércio Brasileiro.

Ontem por questões de segurança, o  posto de identificação e recepção da Polícia Federal na fronteira com a Venezuela, chegou a ficar fechado, mas já funciona normalmente neste domingo(19).

Reforço na segurança

O Ministério da Segurança Pública, já havia confirmado neste sábado, o envio de um efetivo extra de 60 homens da Força Nacional para o município de Pacaraima. Segundo as autoridades, a previsão é que o reforço chegue nesta segunda-feira(20) a Roraima.

Em Brasília, o presidente Michel Temer comanda neste momento no Palácio da Alvorada, uma reunião de emergência com ministros do governo para avaliar a crise na fronteira.

Governo da Venezuela pede que Brasil proteja os seus cidadãos

O Ministério do Poder Popular para Relações Exteriores da Venezuela divulgou neste domingo(19), uma nota informando ter tomado conhecimento dos casos de violência envolvendo cidadãos brasileiros e venezuelanos.

Na nota, o governo da Venezuela expressou "preocupação pelas informações que confirmam ataques a imigrantes venezuelanos, bem como desalojamentos massivos de nossos compatriotas, acontecimento que viola normas do direito internacional, além de vulnerar seus direitos humanos".  

O governo da Venezuela também ofereceu apoio para coordenar ações, auxiliando as autoridades brasileiras. O governo venezueano aproveitou para criticar o que chamou de "violência alimentada por uma perigosa matriz de opinião xenófoba, multiplicada por governos e meios a serviço dos inconfessáveis objetivos do imperialismo".

Ainda, de acordo com nota do governo venezuelano, funcionários do consulado em Boa Vista foram instruídos a se deslocarem imediatamente a Pacaraima, a fim de avaliar e garantir a integridade de seus cidadãos.

Com informações da Agência Brasil