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A Palestra de Julgamento feita por ele aconteceu no dia 11 de novembro, um dia após as competições do Super Stakes ANCA 2018

Para reciclar ou passar conhecimentos, a Associação Nacional do Cavalo de Apartação sempre que tem oportunidade, prove um curso para juízes. A palestra de julgamento desse final de ano aconteceu em Espírito Santo do Pinhal/SP, e foi ministrada por Andy Adams, da Califórnia.

Andy é juiz AAAA e monitor da NCHA, a associação americana de Apartação. Houve a participação de alguns candidatos querendo ser credenciados como juízes oficiais da NCHA/ANCA, dos juízes atuais fazendo reciclagem e, também de competidores querendo melhorar seus conhecimentos.

O monitor explicou, com ajuda de vários vídeos, como os créditos e as penalidades são analisados. E também como preencher a ficha de julgamento corretamente. Em sua fala, mostrou ainda como dividir as provas em partes, para simplificar o julgamento e deixar o trabalho dos juízes mais consistentes com os resultados.

A respeito da participação dos competidores na palestra, ele disse que “se você for um competidor que está tentando entender o que precisa fazer para ser competitivo, não há maneira melhor para entender isso do que ser o juiz que senta lá em cima e critica ou da créditos a outros competidores. De repente, vai enxergar de uma maneira completamente diferente e isso afeta a maneira como apresenta”.

Andy dedicou sua carreira não só a julgar, como a também instruir novos juízes. “Para mim, a maior parte disso é a educação contínua dos juízes. Ver continuamente apresentações e descobrir maneiras melhores de descrever penalidades. E o bom e mau conteúdo das apresentações para os juízes, para que eles sejam mais rápidos e precisos em tomar as decisões. Porque quando está julgando você tem apenas segundos para tomar decisões”.

A última vez que tinha julgado no Brasil havia sido no Super Stakes de 2016. Comparando a duas provas – 2016 e 2018 – ele percebeu que dois anos atrás marcou muitas penalidades de um ponto por conta do competidor subir a mão no pescoço do cavalo. E também por trabalho no rebanho negativo. Na prova desse ano, ele analisa que isso melhorou.

Na opinião dele, houveram poucos competidores que levaram penalidade ‘G’ por subir a mão e percebeu vários trabalhos no rebanho positivos que ganharam crédito. “Mas uma coisa que vi nesse evento é que alguns demoravam para baixar a mão, e isso é um problema. Fizeram isso quando não precisavam. Então acredito que um ponto a se melhorar é esse, e foi um dos assuntos que falamos na palestra de julgamento”.

Para explicar melhor, Andy conta que a regra diz que quando o último boi passar a garupa do cavalo, o competidor precisa baixar a mão, a não ser que esteja ainda conduzindo seu boi para frente para tirá-lo.



“O que eu faço para ser consistente com a penalidade é quando o competidor está começando a ficar livre do trânsito, o outro gado voltando para trás do cavalo dele, eu presto bem atenção na localização do último boi. Sigo esse boi e quando passar a garupa do cavalo, eu volto minha atenção ao competidor”.

“Se ele estiver baixando a mão nesse momento não haverá penalidade. Mas se ainda estiver segurando a mão erguida, haverá uma penalidade ‘E’. Se ele usar as rédeas após esse momento haverá uma penalidade adicional ‘B’, portanto serão dois pontos de penalidade”. Andy recorça que não é uma questão de tempo, mas do posicionamento do gado, e o que o competidor está fazendo nesse momento.

Mas de um modo geral, o juiz e monitor NCHA percebeu uma melhora significativa nos animais. “Teve uma época aqui que os cavalos trabalhavam muito reto e não fixavam bem no boi. Parece que os treinadores estão voltando os cavalos mais no boi agora. Em relação ao nível dos cavalos em relação aos animais dos Estados Unidos, é uma questão é difícil, mas realmente há alguns animais que poderiam competir lá, sem dúvida. Fiquei impressionado com alguns deles”.

Julgando há 18 anos e sendo monitor há três, Andy destaca como algo importante em tudo que aprendeu julgando, que o ajudou como competidor, terminar uma apresentação. “Uma coisa que eu fazia como competidor era ter um primeiro boi muito bom, um segundo boi muito bom. E já sabendo que estava ganhando a prova, eu tentava proteger minha posição”, reforça.

“Quando você é juiz e se depara com essa situação, realmente quer que o competidor termine a apresentação para você poder dar uma nota boa para ele. Mas ele não faz, porque acha que já ganhou nos dois primeiros bois. Acaba quase não tirando o terceiro boi, mesmo quando ainda restam 30 segundos de prova. Assim fica difícil colocar esse conjunto em primeiro lugar. Não estou dizendo que não pode fazer, mas isso foi a maior lição que eu aprendi: a importância de terminar uma apresentação que começou bem”, finalizou.

Colaboração: ANCA
Fotos: Adilson Silva
Fonte Cavalus.com.br