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'Cavaleiro das Américas' volta a cavalgar para angariar recursos ao Hospital de Amor
Foram 16 mil quilômetros no lombo de seus cavalos Quarto-de-Milha ao longo de dez países, desde Toronto, no Canadá, até a Barretos, em SP, entre 2012 e 2014. Este é um breve resumo da primeira aventura do jornalista Filipe Masetti Leite, que pelas suas andanças ficou conhecido como o Cavaleiro das Américas, a pessoa mais jovem do mundo a percorrer esta distância a cavalo.

Filipe, que esteve presente na 4º Prova Team Penning do Bem em prol do Hospital de Amor, ocorrida no início de dezembro em sua cidade natal, Espírito Santo do Pinhal-SP, concedeu entrevista ao Giro do Boi, relembrando sua primeira expedição.

“O sonho da minha vida era fazer uma viagem de longa distância a cavalo por um livro que meu pai lia para mim ainda quando criança e eu lutei com muito foco, força e fé, muita garra para poder sair do Canadá em 08 de julho de 2012 rumo ao Brasil. Foram 803 dias no lombo desses animais que eu amo tanto, percorrendo dez países, 16 mil quilômetros, até chegar à maior festa do peão do mundo, ‘Barretão‘, momento único da minha vida, emocionante. […] Eu faço isso para celebrar esse nosso mundo do cavalo, o homem do campo, o agronegócio, que tem muito valor. As Américas, o mundo, na verdade, foram construídos no lombo de um muar, de um cavalo, e às vezes a gente esquece isso”, disse à reportagem do site Giro do Boi.

Mas esta foi apenas sua primeira aventura. A segunda jornada contou com um espírito de solidariedade, que fez em nome do Hospital de Amor, partindo de Barretos e seguindo até Ushuaia, na Patagônia da Argentina, conhecida como o “fim do mundo” por estar no extremo sul do continente americano. O percurso totalizou 7,5 mil km que foram concluídos em 1 anos e 3 meses. “Eu levei a importância do diagnóstico precoce do câncer infantil, viajava somente 30 quilômetros por dia, então todos os dias eu tinha oportunidade de entrar dentro da casa das pessoas levando esta informação”, contou Leite.

Com a venda de suas linhas de produtos, como selas, chapeus, botas e camisas, o cavaleiro reverte 50% de tudo o que comercializa para o Hospital de Amor, entidade que lida atualmente com um déficit mensal de aproximadamente R$ 22 milhões, a diferença entre o custo de R$ 37 milhões e o repasse de R$ 15 milhões do SUS. O hospital tratou 170 mil pacientes de todo o Brasil em 2017.

Em sua entrevista, o cavaleiro já adiantou que está preparando uma terceira expedição, desta vez saindo do Alaska até o Canadá, onde acontece o tradicional rodeio em Calgary, um trajeto de 4 mil km.

Fonte site Giro do Boi