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Deputados mineiros trocam socos em diplomação após petista exibir 'Lula livre'
Rogério Correia(PT) e cabo Junio Amaral(PSL) se agrediram em cerimônia no Palácio das Artes em Belo Horizonte(MG).

A cerimônia de Diplomação dos Eleitos no Pleito de 2018 realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG), nesta quarta-feira (19), teve cenas lamentáveis. Dois deputados federais eleitos trocaram socos em pleno palco do Grande Teatro do Palácio das Artes após a exibição de um cartaz com os dizeres “Lula Livre”. O evento, que foi suspenso por alguns minutos depois da ocorrência, já transcorria em clima tenso após homenagem à vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em maio deste ano.

Deputados mineiros trocam socos em diplomação após petista exibir 'Lula livre'
Os ânimos começaram a se exaltar quando a deputada federal eleita Áurea Carolina (PSOL) apresentou placa fazendo menção à vereadora do Rio. O ato teve repercussão imediata no auditório, entre vaias e aplausos. Pouco depois, Rogério Corrêa (PT) exibiu o cartaz em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O também deputado federal eleito Cabo Junio Amaral (PSL) tentou arrancar o papel à força e o petista reagiu desferindo um golpe contra ele.

O correligionário do presidente eleito, Jair Bolsonaro, então, revidou com outro soco. O clima, que já estava tenso, esquentou de vez no Grande Teatro. O governador eleito em Minas, Romeu Zema (Novo), e o vice, Paulo Brant, abandonaram a solenidade, mas retornaram logo após os ânimos se acalmarem. Após cerca de cinco minutos, a cerimônia foi retomada para a realização da diplomação dos deputados estaduais eleitos.

Os dois candidatos que protagonizaram a cena estão entre os dez deputados federais mais votados em Minas. O policial militar Geraldo Junio do Amaral, o Cabo Junio Amaral, tem 31 anos e conseguiu se eleger na primeira vez que disputou uma eleição, com 158,5 mil votos. Já Rogério Correia é professor, tem 60 anos já tem longa carreira na política: foi vereador de Belo Horizonte por três mandatos, e deputado estadual também por três mandatos.



Deputados mineiros trocam socos em diplomação após petista exibir 'Lula livre'

Tensão
Preocupado com possíveis embates, o TRE-MG já havia orientado os envolvido que evitassem manifestações políticas. O auditório se transformou em torcida. Apoiadores de esquerda tentaram erguer uma faixa com ‘Lula Livre’ e foram impedidos. Em seguida, gritos de “Lula ladrão, seu lugar é na prisão” começaram a ecoar no local.

A diplomação dos candidatos em São Paulo, realizada na tarde dessa terça-feira (18), também precisou ser suspensa por cerca de 15 minutos por conta de um tumulto. A confusão ocorreu quando membros da Bancada Ativista do PSOL foram barrados por seguranças do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) ao tentar subir ao palco para ficar ao lado da deputada estadual Mônica Seixas (PSOL), representante do chamado mandato coletivo.

O grupo é a primeira candidatura coletiva eleita no estado de São Paulo. Ela é formada por nove ativistas políticos de diversas áreas, recebeu 149.844 votos e foi a 10ª candidatura mais votada para a Assembleia Legislativa. Ao ser barrado, um dos membros do grupo, Jesus dos Santos, ultrapassou o cerco de policiais e conseguiu ir até o local da diplomação, sendo contido inicialmente por outros seguranças, e, depois, por deputados, entre eles, Alexandre Frota, eleito deputado federal pelo PSL.

Cerimônia de Diplomação
A cerimônia de Diplomação dos Eleitos no Pleito de 2018 começou por volta das 17h no Grande Teatro do Palácio das Artes hoje. A solenidade marca a entrega dos diplomas de posse do governador eleito, Romeu Zema; vice, Paulo Brant; dos senadores eleitos Rodrigo Pacheco (DEM) e Carlos Viana (PHS), assim como os suplentes; além dos 53 deputados federais e 77 deputados estaduais que assumirão no próximo ano.

Em seu discurso, o governador eleito Romeu Zema agradeceu pelos quase 7 milhões de votos recebidos. “Somos 853 cidades, que passam por uma situação de quase falência. As prefeituras não recebem o dinheiro a que têm direito. Deixo aqui o meu protesto e indignação, que também me fizeram aceitar o desafio de ser candidato ao governo”, disse.

Romeu Zema também pontuou que seu modelo de gestão terá como pilares a austeridade e a meritocracia. O futuro governador também disse que serão necessárias medidas duras para que as contas públicas estejam em dia. “Serei o governador de todas as regiões do Estado. O povo mineiro será o principal foco de minha gestão”, afirmou.

Fonte BHAZ