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A glória sempre dependerá de sacrifícios, jamais esqueçamos!
Você já teve a impressão que tudo está prestes a desmoronar? Ou de fato, já sentiu tudo desmoronado?
Por Rafael Garcia Chagas
Psicólogo (CRP 06/131100)
Especializando em Neuropsicologia

As relações humanas, de maneira geral, implicam modificações programadas ou imprevistas. Nós nascemos e vivemos em uma realidade física e relativa de tempo e espaço e, por vezes, as feridas emocionais são colocadas em um segundo plano, não esquecidas, mas sim, omitidas ou negligenciadas. E dentro da perspectiva material-histórica, considerando a capacidade humana de ligar memória a sensações e emoções, tudo aquilo que não é bem “digerido” por nossa disposição emocional, muito provavelmente, trará impacto, podendo até vir a se tornar uma psicopatologia.

Eu sempre digo aos meus pacientes:

(...)Uma ferida, quando mal tratada, um dia volta a lhe trazer problemas(...).

No mundo atual, com o culto da felicidade a qualquer preço, ‘desmoronar’ não é uma opção e demonstrar o ‘desmoronamento’ chega a ser assombroso, levando alguns ao ato que denominamos por suicídio. Mas as psicopatologias estão ai. Depressão, ansiedade, anorexia, psicose, dependência química, dependência a eletrônicos, transtornos de personalidade, dentre outros fenômenos humanos –todos, de alguma maneira, relacionados direta ou indiretamente com a forma como estabelecemos nossas relações com o mundo.

Podemos perceber na clínica que, muitos dos discursos evidenciam uma imensa e imersa desesperança quanto as relações que estabelecemos, bem como o que elas podem trazer de impacto. Veja bem, somos animais gregários, vivemos para e pelas relações sociais, dos grupos, procuramos aceitação, construímos e desconstruímos identidade. Firmamos contratos afetivos o tempo todo, desejamos e somos desejados, esse é o combustível das relações e dos devaneios, é o que nos move.

Mas afinal de contas, onde eu gostaria de chegar com estas reflexões? Bem, quero chegar na Psicologia. Área de atuação, relativamente recente no Brasil e que visa a compreensão do indivíduo, dos estados e processos mentais, do comportamento humano e de suas interações com o ambiente físico e social.

A Psicologia ocupa hoje um amplo campo, empresas, escolas, judiciário, entidades, clínica. A visão atual sob aquele que procura ajuda psicológica ainda é cercada de estereótipo e ceticismo, entretanto, cada vez mais, as pessoas têm buscado suporte dos profissionais da psique.

Se você, neste momento, encontra-se desacreditado, em grande sofrimento psicológico, não se esqueça, a Psicologia está aí para ajudar. Aquele que procura ajuda não é fraco, AO CONTRÁRIO, é corajoso, tem grande senso de responsabilidade consigo mesmo, não é louco, demonstra grande vontade de mudança de seu status quo e que afeta sua qualidade de vida. A psicologia, como bem diz Goldstein, um grande psicólogo americano, é um “manual para sua própria mente. É um guia para a vida”.

E lembrem-se, a vida não é uma linha horizontal de acontecimentos. Existem distorções, deformidades, momentos de altos e baixos. Não há como chegar na glória sem que passemos por situações e momentos de sacrifício. A frustração faz parte do aprendizado humano, é através do exercício de sucesso e fracasso e dessa transitoriedade que criamos a capacidade de resiliência. Estar feliz, triste, com raiva, descontente. O ESTAR é um verbo irregular e que em sua conjunção, sofre alterações. Há um movimento contínuo nisso. Não devemos transformar estado em condição eterna (até porque não conseguiríamos). Nenhum tipo de estado perpetua-se e é preciso aprender a aceitar e a lidar com a natureza das coisas, é preciso aprender a creditar proporcionalmente o bom e o mal momento, caso contrário, adoecemos.

Agradeço ao Portal de Pinhal por esta possibilidade de exploração quanto aos assuntos relacionados a saúde mental. NÓS PRECISAMOS FALAR SOBRE SAÚDE MENTAL. Espero que possamos trocar mais e mais informações a partir de agora.

Nome: Rafael Garcia Chagas
Sou Psicólogo (CRP 06/131100) e Especializando em Neuropsicologia
Atuo na área Institucional, no Educandário de Pinhal, com crianças e adolescentes acolhidos sob medida de proteção de direitos. Atuo também na área Clínica realizando psicoterapia, avaliação psicologia e orientação de pais no município de Espírito Santo do Pinhal e também em Andradas. 
Já atuei ainda na área de dependência química e com familiares de adolescentes que cumpriam ou cumprem medida socioeducativa em meio fechado.