-- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE --

Casos de dengue dobram em uma semana e Mogi Guaçu intensifica ações de combate
Número de doentes saltou de 23 para 60, e já é quatro vezes maior que o registrado durante todo o ano de 2018. Em 2015, epidemia deixou 15 mil pessoas doentes.

O aumento de 23 para 60 casos confirmados de dengue em uma semana acendeu o alerta em Mogi Guaçu (SP). A cidade já contabiliza quatro vezes mais registros da doença do que todo o ano passado (14) e o balanço da Vigilância Epidemiológica aponta ainda que 44 pacientes aguardam resultados de exames. Com o avanço das notificações, o município intensificou ações de combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti.

De acordo com a coordenadora de controle da dengue em Mogi Guaçu, Cristiana Folchetti Monteiro Ferraz, a meta é evitar que se repita a epidemia de 2015, quando 15 mil pessoas foram infectadas na cidade.

Casos confirmados
2019: 60
2018: 14 (inclui dois moradores de Mogi Mirim)
2017: 23 (inclui dois casos 'importados' e um paciente de Estiva Gerbi)
2016: 128
Nós notamos aumento das notificações logo em 1º de janeiro, bem diferente do ano passado. Com isso já tomamos algumas atitudes. Como fazemos o exame aqui, temos uma agilidade maior para atuar na região onde ocorre a transmissão
explica Cristiana.

Um dos bairros mais atingidos é o Parque Cidade Nova, onde ocorreram ações de fumacê para combater o mosquito transmissor nesta segunda.

A profissional, no entanto, destaca que a preocupação é por uma eventual circulação do tipo 2 da dengue, mais grave que a que circulou na cidade em 2015.
Na epidemia de 2015 a gente isolou o tipo 1. A grande maioria da população ainda não teve o tipo 2. Coletamos alguns exames para isolamento viral, mandamos para o Instituto Adolfo Lutz, mas ainda não recebemos os resultados
diz Cristiana.

Em nota, a prefeitura destaca que o aumento do número de casos nos dois primeiros meses do ano
se deve às condições climáticas favoráveis à procriação do Aedes aegypti e, provavelmente, à proliferação de possíveis criadouros de larvas.

Fonte G1 Notícias