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Conderg: médica do Samu viaja ao exterior e depoimento é adiado
A médica do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) envolvida em caso de suposta omissão de socorro, que culminou na morte de um idoso de 80 anos, em Espírito Santo do Pinhal, viajou para fora do País e o depoimento que ela prestaria no processo administrativo movido pelo Conderg (Consórcio de Desenvolvimento da Região de Governo de São João da Boa Vista), que administra o Samu da região sanjoanense, foi adiado até o retorno dela do exterior.

Segundo o presidente do Conderg, o também prefeito de Vargem Grande do Sul, Amarildo Duzi Moraes, o marido da médica, que seria advogado:
Apresentou duas passagens compradas para o exterior, que eles não poderiam estar prestando depoimento e pediu para reagendar. Se não me engano, foi agendado para esta semana. Por isso foram pedidos dez dias de prorrogação de prazo para ouvir a médica

No entanto, nesta quarta-feira (13), segundo fontes do jornal O MUNICIPIO, a médica teria sido vista em São João e estaria atendendo UBS (Unidade Básica de Sáude) do Jardim São Paulo. Inclusive, que funcionário interno da unidade teria confirmado que a médica estava em serviço.

PROCESSO ADMINISTRATIVO
A conclusão do procedimento era para sair na semana passada, mais precisamente na quarta-feira (6), cerca de 30 dias depois da abertura da ação, que somente será finalizada após a oitiva da profissional. Ainda de acordo com Moraes, na última semana, várias pessoas já foram ouvidas e restava apenas a médica.

CASO

No dia 7 de fevereiro, por volta das 12h, o sanjoanense aposentado Geraldo Vicente, 80, passou mal enquanto estava acompanhado da esposa, dona Maria José de Jesus Vicente, também idosa. Ambos não têm filhos e o casal vivia sozinho há cerca de dez anos, em uma casa à rua Mariana Name Jacobe, no Jardim Monte Alegre, em Pinhal.

Quando o vizinho Leonardo Orte soube que o aposentado não se sentia bem, mesmo do trabalho, resolveu ajudar e ligou para o Samu pedindo ajuda. “Ela (dona Maria) estava desesperada, porque já tinha ligado por diversas vezes e em todas negaram”, disse.

De acordo com o apurado na ocasião, outra viatura, mas do atendimento de saúde municipal, já havia sido chamada, mas o motorista estava em horário de almoço e o paciente teve que esperar. Como também houve a recusa do Samu em atender a vítima, foi preciso esperar uma ambulância do Hospital Municipal Francisco Rosas, que chegou uma hora depois da primeira ligação feita ao Samu.

Após o veículo municipal chegar, o aposentado chegou a ser socorrido e levado ao PAM (Pronto Atendimento Municipal) Dr. Ciro Carlos Corsi, em Pinhal, mas devido à espera de cerca de uma hora sem atendimento, Geraldo Vicente foi a óbito às 13h25 daquela segunda-feira (7). No laudo médico, a causa apontada para a morte foi choque séptico (falência múltipla dos órgãos) e insuficiência do trato urinário.

Segundo apurado, a vítima pouco levantava da cama, tinha pressão arterial alta, sofria com problemas cardíacos e estava com a saúde debilitada. A esposa dele, Maria José, tem a audição comprometida e outras doenças crônicas.

Matéria exclusiva do Jornal O Município
Foto: Conderg: Amarildo Moraes aguarda retorno da médica para depoimento – (Foto: Arquivo/O MUNICIPIO)