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Léo Lins faz 'Festa da Censura' e fala sobre ter 20 shows cancelados: "Estou lisonjeado”
O humorista Léo Lins do The Noite no SBT fala sobre censura e que teve mais um show cancelado. Este é o vigésimo show arbitrariamente cancelado em sua turnê

O humorista Léo Lins resolveu se manifestar e expôr a censura que tem sofrido em sua turnê de shows pelo Brasil. Ele revela que teve o vigésimo show cancelado arbitrariamente, mesmo com quase todos os ingressos vendidos, e afirma que vai comemorar esta façanha:

O show em Espírito Santo do Pinhal foi cancelado pelo presidente da câmara Jose Viola arbitrariamente, que também está usando sua influência para que nenhum outro local receba o meu espetáculo. A Diretora de Cultura Ana Tereza de Castro Leite se negou a fornecer um documento oficial que notifique oficialmente que o cancelamento veio por ordem do executivo municipal. Mesmo meu produtor expondo a situação e dizendo que há patrocinadores envolvidos, ela cancelou minha apresentação alegando que as regras mudaram e dando algumas explicações que não procedem. Ver políticos se retorcerem para impedir meu show me traz muita alegria!, conta.

Este é o vigésimo show de Léo Lins que sofre censura e tem de ser realizado em outra cidade ou local. O humorista vem sofrendo retaliações por causa do descontentamento de algumas autoridades dos locais em relação às piadas feitas por ele:
os moradores do local me enviam informações pra eu fazer piadas sobre os locais que eu vou me apresentar. Eu gravo pro meu Instagram com base nas informações. Alguns governadores, prefeitos, secretários de cultura e vereadores se deparam com o video e nao gostam das piadas, ai arbitrariamente cancelam o show. Isso é censura, totalmente arbitrário, já que não faço show com dinheiro público e não uso lei Rouanet. Um político não pode interferir nas suas escolhas nem no seu direito de ir e vir, independente de não gostar do conteúdo do show e das minhas piadas. 


‘Honrado’ com a marca de 20 censuras, ele afirma que os políticos deveriam respeitar a vontade popular e também a lógica de mercado: ”toda a renda vem da bilheteria, de pessoas que querem assistir meu show, isto é pura e simplesmente lei da oferta e da procura. Se existe gente disposta a pagar para ir ao show, o político quando arbitrariamente cancela minha apresentação está interferindo na liberdade das pessoas e no direito que elas tem de escolher ir me assistir”.

Para ‘comemorar' a vigésima cidade em que é impedido de se apresentar com o show ‘Bullying Arte’, Léo Lins pretende fazer a ‘Festa da Censura’: “comprei uns balões com o ’20' e vamos fazer no ar, no programa The Noite, a Festa da Censura. Vou falar bastante sobre o assunto também nas redes sociais. Vejo alguns artistas que não sofrem esse tipo de retaliação por serem alinhados a ideologia política que tenta impor o que é  correto, mas que se vitimizam dizendo que estão sendo perseguidos. É uma espécie de “A Vida é Bela” as avessas, não está acontecendo nada mas fingem estar em um campo de concentração, sendo perseguidos e censurados. Hoje com muito orgulho sou o único a ostentar a marca de retaliações em 20 cidades em todos as regiões do Brasil. E o único humorista que fez show com detector de metal na entrada! Que venham mais recordes e a festa da censura 30!".