Não é exagero dizer que nossa cidade nasceu por obra e graça do Divino Espírito Santo.Para se chegar a essa conclusão basta um passeio pelas origens da cidade.

Foi Romualdo de Souza Brito que em 1849 fez uma doação de 40 alqueires de terras para o patrimônio do Divino Espírito Santo e a construção de uma capela que hoje conhecemos como a belíssima Igreja Matriz e deu início ao povoado local.

A religião era predominantemente católica e o livro Nossa Terra, Nossa Gente, Pinhal, histórias em Notícias relata as festas que ocorriam até fins do século XIX em homenagem à São Sebastião, Nossa Senhora das Dores e outras com missas cantadas, procissões e festejos. A procissão em louvor de Nossa Senhora das Brotas se dirigia à capela erigida em sua homenagem e que hoje leva o nome de Santuário à Nossa Senhora da Ros Mística e fica localizada na praça da Bandeira junto ao Colégio Dr. Almeida Vergueiro.

A Igreja de Santa Luzia localizada na zona rural foi iniciada um pouco mais tarde em 1908 com uma imagem da Santa em tamanho natural, feita em biscuit, trazida da Itália.

A Igreja Matriz existente desde a fundação da cidade, inicialmente era uma pequena capela. Em 1886 através do Vigário Monte Negro começaram a ser levantadas as paredes de taipa e nesse mesmo ano Pinhal recebeu paramentos para a igreja matriz dentre eles a imagem de São Sebastião que permanece até hoje no altar.

Em 1897 a igreja já estava construida e com a fachada atual e reformas e construções eram realizadas através de doações. O sino foi doado pelo Capitão Cassimiro Teixeira Rios e sua esposa.O relógio poli-facetado, importado daAlemanha foi uma doação do Capitão Leocádio Gomes de Faria.

A segunda cúpula foi construida nos anos 30, seus altares em madeira foram esculpidos pelo Sr. Françoso e as belíssimas gravuras feitas por Aldo Cardarelli.

Texto com dados extraíds do livro Nossa Terra, Nossa Gente, Pinhal, Histórias em Notícias de Ernesto Rizzoni e do livro Divino Espírito Santo e Nossa Senhora das Dores de Roberto Vasconcelos Martins.